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sábado, 26 de março de 2011

NÃO ME SUBESTIME. NÃO ME PROVOQUE. É COR DE ROSA CHOQUE.




 "É necessário crer para convencer"
(Paulo José da Costa Jr) 



"Uma das qualidades da verdade é que você não precisa se lembrar dela, é impossível esquecê-la. A mentira é algo do qual você tem que se lembrar continuamente, pois há o risco de esquecê-la. Tem que se ter boa memória para mentir, mas mesmo assim, sempre que você fala uma mentira para alguém você precisará mentir novamente e acaba tendo de criar uma série delas. A mentira pari muito, não conhece controle de natalidade". (de Osho, Faça seu coração vibrar)

Eu não consigo me dedicar ao processo quando meu cliente mente pra mim; Acabo por não render o que pretendia, quando me sinto enganada - acho bem pedantes, os que acham que podem enganar o profissional (de qqr área) - e recuso o caso;

Pois poço me compadecer de uma pessoa que errou e querer defende-la (nunca aconteceu, mas pode), mas de uma pessoa que errou e  mente para o seu advogado,  me compadeço, não; Pois é o mesmo que me chamar de idiota. 


Mas pode acontecer de eu achar uma coisa e só descobri a outra, as vésperas da audiência... aí complica; 

Há casos, que por mais, que tudo indique que o cliente é culpado, ele jura que é inocente e, realmente, não se tem provas para acusá-lo, mas tb, não se tem provas para defendê-lo, (sendo sua única prova essa: a ausência de provas), de certo, claro, só que o crime aconteceu, e, sendo assim, até, dá para continuar com a "briga", pois, por mais que eu conclua que o cliente seja mesmo culpado e que tudo leve a esse entendimento, existe a possibilidade ínfima de eu estar sendo injusta, eu não gosto nada disso.

Aí, então, a minha consciência se justifica na doutrina:

A expressão In dubio pro reo (no latim), que significa literalmente na dúvida, a favor do réu;  Que expressa o princípio jurídico da presunção da inocência, no direito criminal, que diz que em casos de dúvidas (exe.: insuficiência de provas para condenar) se favorecerá o réu.

O que eu acho muito sábio, por que é menos prejudicial se absolver um culpado do que condenar um inocente.

Esse é o lado complicado do que eu gosto de fazer.

Ai, ai, minha nada mole vida.

***
ADITAMENTO EM 16.06.2011


Comentário de Angela Christina me corrigindo transcrito abaixo:

"Cara advogada:
poço - escavação na terra - poço de agua potável, poço de agua contaminada
posso - presente do verbo poder.
A linguagem é sua arma, mantenha afilada".

Eu disse:

Obrigada, Angela. Daria-lhe uma medalha, se não houvesse alguns poréns: Primeiro, quando MUITO se escreve a possibilidade de erro é proporcional (compreensível. não?); Segundo, aqui, eu não estou como advogada, meu nome é Mere; Terceiro, o erro não foi, por não saber a diferença, foi por conta da paronimia das palavras, que gera essa confusão e a própria gramática observa isso (nada "felomenal"); E, por fim, senti um "tantinho" de ironia, o que demonstrou um certo despeito nas suas palavras, é inveja, é?  
Cara leitora, a educação é esteio de todas as outras qualidades. Mantenha-se atenta!

E  não acaba aqui.

Exercendo o meu direito de te corrigir:

Meu blog é informal e isso quer dizer, que a linguagem é a minha (a da falante). Há erro sim, claro, mas nada grave e passível de correção. Contudo, tudo que soma é providencial.

Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s: água... águas ... (tá ligada)

"A linguagem é a sua arma, mantenha afilada"
Devo informar a Vossa "Fofa", Vossa Sapientíssima, Vossa Ilustríssima, que a Senhora não expressou-se, também, assim, dentro da norma culta, pois as suas orações estão mais para uma "pegadinha" do que para uma frase na norma culta (afê), expressa-se melhor; E, embora grafada corretamente, eu, em outra situação, nem corrigiria, mas...: Pois, também, não POSSO manter uma "linguagem" ou uma "arma", que seja,  "afilada" numa frase, não, sem ao menos usar aspas, pois a ironia está explicita. A senhora "fofa" sabe para que serve o uso de aspas.

Eu ia, até, te explicar mais, mas tu tb cansou a minha beleza.

Quando quiser me corrigir e tiver como bancar essa parada, faça de forma respeitosa, filha da puta, que eu aceito. valeu. só não vem tirar "uma" com a minha cara que eu não deixo.
E... eu não falo que sou advogada para me exibir, não, eu sou advogada e, inclusive, pouco venho aqui para falar de profissão, mas falo, pq, aqui, eu falo sobre tudo. 
Coisa!
Ah! Tendo bagagem, procurando, mais erros, acha. Só, não sei, se tu dá conta. ;)